[…] Esta Doutrina, filha das Forças Superiores, sua jóia predileta, que a nós foi confiada para sua divulgação na Terra, deve ser divulgada, deve ser explanada, deve ser respeitada e obedecida por aqueles que na Terra se dizem seus instrumentos, e o devem ser de fato […]
- Luiz Alves Thomaz

Luiz Thomaz descobriu seu lenitivo no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos, depois o levou para sua casa - Por Antônio Cottas

Desiludido, pois, dos tratamentos médicos que vinha fazendo,
... tratou-se e curou-se (com Augusto Messias de Burgos), mas ainda não estava satisfeito, a nostalgia permanecia embora o físico tivesse melhorado.

Com a frequência às sessões (no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos) foi vindo a luz ao seu espírito e como que despertando de um sonho, começa a compreender a vida por um outro prisma, o foro íntimo acusa-o de que ainda não havia feito nada do que precisava fazer e para o que veio encarnar; as sessões passam a ser feitas em prédio seu mudando-se, portanto, o Centro; (seu agradecimento era tanto, que levou o Centro Espírita que pertencia a Augusto Messias de Burgos, que estava situado na Rua Rangel Pestana 79, Vila Mathias, para a sua casa na Rua Amador Bueno 190, Centro de Santos).

Luiz Thomaz conheceu Luiz de Mattos no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos - Por Amélia Maria de Mattos Thomaz

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A maneira como como Luiz Alves Thomaz, conheceu Luiz de Mattos, relatado por Antonio Cottas no Livro "Assim surgiu o Racionalismo Cristão", difere do que relatou a esposa de Luiz Alves Thomaz, a Senhora Amélia Maria de Mattos Thomaz, no Livro: "Como e por que se tornou racionalista?", de Bernardo Scheinkman, publicado em 1934 e reeditado para a internet em 2004, mas em ambos relatos confirmam o encontro com Luiz de Mattos no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos.

... Tendo liquidado a casa comercial Thomaz, Irmão & Cia, em princípios de 1909, encontrava-se bastante desanimado e abatido moralmente, pois tinha grande dedicação e zelo por essa firma. Para distrair-se um pouco, ia todas as tardes, após o jantar, para a casa de um seu amigo íntimo, Manoel João Alves.

Em uma tarde de setembro de 1909, chegando à casa desse amigo, por ele não pôde ser atendido. Luiz Thomaz perguntou-lhe qual o motivo porque não podiam palestrar naquele dia, dizendo-lhe o seu amigo:

Vou a uma sessão espírita, (na casa de Augusto Messias de Burgos) onde estou tratando minha mulher, pois os médicos nada têm conseguido, e com o tratamento espírita já vai bem melhor da paralisia”. Luiz Thomaz quis acompanhar o seu amigo, indo à sessão referida.

Lá encontrou (na casa de Augusto Messias de Burgos) o Comendador Luiz de Mattos, pessoa que até essa data não lhe era simpática. Assistiu à sessão achando muita graça no que diziam os espíritos e compreendendo pouco do que se passava: só tinha vontade de rir-se.

28 de maio, celebrando 130 anos da chegada de Luiz Alves Thomaz ao Brasil

Foi em 28 de maio de 1887, que, aos 15 anos de idade, Luiz Alves Thomaz chegou ao Brasil e nesse mesmo dia empregou-se numa casa comercial de secos e molhados;


dessa casa passou a trabalhar em outras e por último empregou-se na firma A. Coimbra Leão, estabelecida na então Rua Direita, hoje Rua XV de Novembro.


Ainda empregado nessa última casa, recebeu de seu irmão José Alves Thomaz, residente em Portugal, vinhos e alguns gêneros em consignação.

Como saiu-se bem nesse negócio, sabiamente, seu irmão lhe enviou nova remessa, portanto, foi dessa mesma forma que ao fazer algumas economias, deu partida ao seu instinto comercial, que lhe renderam crédito para em 1888, iniciar sociedade com seu irmão Manoel Alves Thomaz, na Ruz Xavier da Silveira 74, depois mudaram para à Rua José Ricardo 20, sob a razão social de Thomaz, Irmão e Cia., onde manteve esse comércio até Julho de 1908.


Assim, neste 28 de maio de 2017, estamos relembrando os 130 anos da chegada de Luiz Alves Thomaz ao Brasil. E nessa busca de informações para relembrar tal data, nos deparamos com as seguintes dúvidas.

E agora? Manoel ou Manuel? Luis ou Luiz? Tomaz ou Thomaz?

Há um bom número de evidências que se contradizem sobre o nome Thomaz, e ao pesquisar sobre a história do Concelho de Castanheira de Pera, acidentalmente encontramos a Rua Manoel Alves Tomaz em homenagem ao seu benfeitor, porém ao pesquisar a Freguesia de Moita, encontramos mais uma homenagem ao mesmo benfeitor, porém com pequenas divergências; Manoel ou Manuel e ao sobrenome Tomaz, com a letra "h" acrescida ao sobrenome do mesmo benfeitor.

Como a mesma placa na Freguesia de Moita homenageia ambos irmãos benfeitores, temos mais um nome, o que nos ajuda ainda mais à esclarecer essa pequena dúvida.

Para tentar elucidar esse mal-entendido, nos levou a buscar por eventos na história do Brasil.

Convite de aniversário dos 105 anos - Filial Santos - Racionalismo Cristão - 2017

É com grande satisfação que convidamos para os eventos a serem realizados na Filial Santos do RACIONALISMO CRISTÃO em comemoração aos 105 anos de inauguração do atual prédio da Filial. Avenida Ana Costa 67 - Vila Mathias – Santos – SP


Reunião Cívico-Espiritualista
Dia 30-6-2017
Sexta-feira 20:00hs

e no Sábado dia 01/07/2017
das 8,30 às 13:00hs
V Curso Atributos do Espírito

A Doutrina Racionalista Cristã é uma escola - Por Luiz Alves Thomaz

O ser humano precisa se conscientizar de que a Verdade está para todos.

A Doutrina é uma escola que ensina às criaturas como viver, como se desprender das coisas materiais.

Que felicidade ver a Doutrina usufruir as irradiações que são proferidas por criaturas que vêm aprender a se livrar das intempéries da vida, para evitar certos acontecimentos e viver melhor.

O espírito precisa saber de onde veio, o que está fazendo neste mundo e para onde vai.

Jornal A Razão, 100 anos de circulação

Jornal A Razão - 100 ANOS
O ideal que motivou Luiz de Mattos e Luiz Alves Thomaz a fundar o Racionalismo Cristão, em 26 de janeiro de 1910, foi o mesmo que os incentivou a publicar o jornal A Razão, a partir de 19 de dezembro de 1916.

Enquanto a doutrina racionalista cristã, como filosofia espiritualista que trata da evolução do espírito através do raciocínio e da razão, era codificada por Luiz de Mattos e começava a ser praticada nas duas primeiras casas racionalistas cristãs construídas por Luiz Alves Thomaz – a Filial-Berço, na cidade de Santos, e a Casa-Chefe do Racionalismo Cristão, na cidade do Rio de Janeiro, e hoje são 176 verdadeiras escolas espiritualistas implantadas em países das Américas, da África, da Europa e na República de Cabo Verde – os dois diletos amigos perceberam que os fundamentos filosóficos da Doutrina precisavam ser divulgados de forma mais ampla, fora dos limites geográficos das casas racionalistas cristãs já existentes, de modo a "falar à consciência dos homens e para repetir-lhes, todos os dias, que o progresso humano só reside no bem e na verdade espiritualista", nas palavras do mestre Luiz de Mattos.
Casa Berço RC - 100 Anos

Luiz José de Mattos e Luiz Alves Thomaz idealizaram um jornal que seria o porta-voz do Racionalismo Cristão, um jornal que clamaria pela moralidade dos costumes, pelo bem-estar coletivo e pela transparência no trato com os negócios e interesses do Estado, um diário que iria ao encontro dos anseios populares, dizendo ao povo o que ele precisava saber, "ora com calma, com serenidade, com frieza, ora com violência, com impiedade, com escândalo mesmo (Luiz de Mattos)", de modo a formar uma opinião pública com diretrizes espiritualistas, que consideravam papel primordial da imprensa noticiosa sadia, independente e crítica, sem filiação a qualquer partido ou grupo político.

Fundado inicialmente com a firma social denominada Sociedade Anônima A Razão e hoje registrado como Empresa Jornalística A Razão Ltda., o Jornal A Razão circulou no período de 1916 a 1921, impresso em parque gráfico adquirido por seu principal sustentáculo financeiro, Luiz Alves Thomaz, que foi presidente do novo diário do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, tendo Luiz de Mattos como tesoureiro e Francisco Pereira, seu secretário de redação.

Sociedade Portuguesa de Beneficência, inaugurada em 1878

O antigo prédio do hospital da Sociedade Portuguesa de Beneficência é visto neste cartão-postal de 1903, quando ainda funcionava no Paquetá, perto do cemitério, na Rua João Otávio, entre as ruas do Rosário (hoje João Pessoa) e Amador Bueno, em local conhecido como Bexiguentos (por haver ali uma casa de tratamento de doentes de varíola).

Luiz Alves Thomaz, homem de ações irrepreensíveis - Por João Gomes

Luiz Alves Thomaz não tinha religião, dizia-se materialista, mas já tinha noção, embora latente, dos dois únicos elementos que compõem o Universo – Força e Matéria – como se depreende de correspondência de 27 de outubro de 1903 a pessoa da família, em Portugal, em que falava, entre outras coisas, do sofrimento físico por que passava e a descrença no tratamento infrutífero da ciência médica.

Vejamos: "Chego a me convencer de que este rendeiro não desocupará o aposento, enquanto o espírito não se desligar da matéria".

Luiz Thomaz tinha no seu relacionamento pessoas que freqüentavam o espiritismo, embora não gostasse de comentar este assunto. Em 1908, já freqüentava e tinha conhecimento dos fenômenos do espiritismo, como deduzimos de uma carta enviada a seu primo Joaquim Alves Pereira, em Portugal.

Augusto Messias de Burgos - Sua vida e sua família - Por Martinho de Mello Andrade

O cabo-verdiano Augusto Messias de Burgos, conhecido como Maninho de Burgos, nasceu em 12 de julho de 1868 na Ilha de São Vicente, e desencarnou no dia 23 de abril de
1945 na Cidade de Santos, Brasil, é filho de José Messias de Burgos e Isabel Messias de Burgos, e segundo pesquisas, no dia 06 de julho de 1909, teria participado do início do verdadeiro cristianismo depois de Jesus, como elo de ligação entre o espírito do Padre António Vieira e os benfeitores; Luiz José de Mattos e Luiz Alves Thomaz.

De acordo com as suas netas senhoras Amarylís (86), Amyrthis (85) Annyce (84), apesar da idade avançada... "o vovô era um homem forte, entretanto, ao sofrer uma queda do bonde elétrico, na Cidade de Santos, ficou gravemente ferido com falência múltipla de órgãos, que o levou a óbito aos 76 anos... o vovô concluiu os estudos de instrução primária e também estudou música em Cabo Verde... lá ele conheceu a vovó Rita de Cássia Fortes, os pais da vovó Rita — Mateus Adrião Fortes e Geralda Fortes — ao saberem, que o vovô Maninho tinha planos de viajar para o Brasil, opuseram-se ao casamento."

Assim, Maninho, descontente, viajou sozinho para a Cidade de Santos, entretanto, a senhora Geralda Fortes ao perceber a tristeza de sua filha Rita, permite que ela viaje para o Brasil desde que acompanhada de sua irmã Lorensa Fortes. Foi assim que Maninho de Burgos se casou na Cidade de Guarujá e a jovem passou a ser chamada de Rita de Cássia Burgos. Ela nasceu na Ilha de São Vicente em 22 de maio de 1872, tendo desencarnado aos 79 anos, também na Cidade de Santos, em 05 de janeiro de 1952.


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O casal teve 5 filhos: Maria da Luz Burgos, José Messias de Burgos, Augusto Messias de Burgos Júnior, Oriza de Burgos e Isabel de Burgos e, segundo suas netas, seu avô costumeiramente correspondia-se com amigos de Cabo Verde que o mantinham a par sobre as noticias de sua terra.