[…] Esta Doutrina, filha das Forças Superiores, sua jóia predileta, que a nós foi confiada para sua divulgação na Terra, deve ser divulgada, deve ser explanada, deve ser respeitada e obedecida por aqueles que na Terra se dizem seus instrumentos, e o devem ser de fato […]
- Luiz Alves Thomaz

Valores da remessa de alimentos de 1911, corrigidos para valores aproximados em 2018

De acordo com o Senhor Orlando Medina, em publicação do Jornal A Razão do mês de Agosto de 2017, onde afirma;
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A Razão Agosto de 2017

Foi Luiz Thomaz que, em 1911, ao inteirar-se da dolorosa situação por que passava o povo de Cabo Verde, provocada pela dura e longa estiagem que assolara as ilhas, determinou, em acordo com o cabo-verdiano Augusto Messias de Burgos, médium seu amigo, enviar um barco carregado de alimentos de primeira necessidade.”

Continua o Senhor Medina, “O custo era vultoso, cerca de 61 contos réis, mas foram angariados apenas 14 contos de réis. Luiz Thomaz ofereceu os 47 contos de réis que faltavam para que a ajuda fosse realizada, como aconteceu, pelo que, tenho certeza, o povo dessas Ilhas estar eternamente gratos.”

Esses mesmos valores, também são citados no Livro (não publicado) A Vida e a Luta de Luiz de Mattos, página 124, 1992, do Senhor Fernando Faria.

Os valores também foram detalhados no Livro Luiz Thomaz – O Benfeitor da Humanidade, página 63, 2016, do Senhor Galdino de Andrade, da seguinte maneira:

Colocando uma pedra no passado

Memorial
Augusto Messias de Burgos
O cabo-verdiano Senhor Augusto Messias de Burgos após entregar o bastão da presidência do seu pequeno Centro Espírita ao Senhor Luiz de Mattos, além de médium, passou a fazer parte da diretoria do mesmo Centro Espírita que viria a ser chamado de C.E. Amor e Caridade de Santos.

Quanto a sua vida particular, segundo a família Burgos, ele nunca perdeu o contato com com seu irmão Alfredo Burgos em Cabo Verde que o mantinha a par do cotidiano de sua terra. E, a partir de 26 de janeiro de 1910  data considerada como fundação do Racionalismo Cristão, atualmente o dia da espiritualidade  até 1912, Burgos ainda viveria momentos de entusiasmo e dedicação ao próximo, incluindo o povo cabo-verdiano.


Adversidades são grandes oportunidades – adágio popular árabe


Augusto Messias de Burgos, sabedor da gravidade da estiagem que assolava o arquipélago de Cabo Verde e, consequentemente, a fome que passava seu povo, tratou de iniciar campanha para coleta de fundos afim de socorrer os cabo-verdianos, que foi prontamente atendido pelo benemérito Senhor Luiz Alves Thomaz, então responsável pela parte material do Centro Espírita Amor e Caridade de Santos.


O fato é que entre a ideia - setembro 1910 - coleta de fundos, estocagem dos alimentos, e a saída do navio - 3 de agosto de 1911 - com destino a São Vicente, foram expendidos 11 meses de logística na cidade de Santos. Por outro lado, o Senhor Burgos para cumprir o seu propósito, permaneceu em Cabo Verde provavelmente o mesmo tempo para entrega dos alimentos de ilha em ilha, talvez entregue em mãos de cada faminto, ocasião que aproveitou para difundir os princípios sobre os benefícios da corrente fluídica.


Apesar de ser desconhecida a data de regresso do Senhor Augusto Messias Burgos de Cabo Verde, após o seu retorno, sua frequência nas atividades regulares do Centro Espírita Amor e Caridade de Santos foi interrompida, e até hoje, não ficou claro os motivos desse afastamento.


Segundo Ata de Reunião de 20 de Dezembro de 1931, o Senhor Ricardo Luiz Mendes, Presidente da Casa Racionalista Cristã, entre 1931 - 1953, Filial Santos afirmou:

“... Em setembro de 1910, Augusto Messias de Burgos inventou uma viagem a São Vicente de Cabo Verde, onde seguramente passou um ano, cujas despesas de viagem e estadia naquela ilha foram custeadas pelo nosso ex-presidente...

Ainda na mesma Ata o Senhor Ricardo Luiz Mendes também afirmou:

Quando em 1911, os jornais anunciavam uma grande seca que assolava o arquipélago de Cabo Verde, a Diretoria do então Centro Espírita Amor e Caridade”, nomeou uma comissão para fazer, pelo comércio, uma subscrição em favor das vítimas daquelas ilhas... a comissão somente conseguiu angariar a importância de 13:987$000... e como a necessidade... era de 61:000$000, ... Luiz Alves Thomaz... cobriu a quantia de 47 contos de reis.

26 de Janeiro de 1910, o dia em que germinou a verdadeira espiritualidade!

26 de Janeiro, dia da espiritualidade!


De acordo com Ata de Reunião do Centro Espírita Amor e Caridade de Santos, de 26 de Janeiro de 1910,  rubricada pelo Senhor Luiz Alves Thomaz, e com o Senhor Luiz José de Mattos na presidência da mesma, documento que nos revela que foi um dia singelo, mas decisivo na vida de ambos, que amparados pelos eflúvios do Astral Superior, deram o início da verdadeira doutrina de Jesus. Dessa maneira, o Senhor Luiz José de Mattos, se dispôs a iniciar os estudos que levaram a codificar a Doutrina Racionalista Cristã, e o Senhor Luiz Alves Thomaz, ao ceder sua casa, assumiu suas responsabilidades no suporte material da Doutrina, data na atualidade transformada num novo marco da humanidade, no DIA DA ESPIRITUALIDADE.

Data que nos suscita a rever o passado por um novo olhar nessa bela página da espiritualidade, pois quando se tem uma base solida, se prospera e se consolida o futuro. Dessa forma, se percebe que o pequeno Centro Espírita do Senhor Augusto Messias de Burgos, foi onde o Senhor Luiz José de Mattos ensaiou seus primeiros passos doutrinários e amadureceu os passos seguintes.

Segundo o autor Galdino Rodrigues de Andrade, no Livro Luiz de Mattos, sua vida, sua obra, capítulo Naquele Casebre Humilde, afirma: "O júbilo dos instrumentos daquela casinha espírita era grande, pois aquele instante radioso era o florescer de uma doutrina espiritualista autêntica."

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Na sequência o autor Antônio Cottas, ítem 7 do Livro Páginas Antigas de 1954; diz... No fim da "quarta" sessão que Luiz de Mattos, sem interrupção vinha presidindo, atua um espírito num dos médiuns ao lado dele e insulta-o barbaramente. Desconhecendo esse fenômeno e supondo fosse o médium o insultador, prepara-se para o devido revide, quando rapidamente fica atuado o outro médium, e falando-lhe Padre Antônio Vieira:

"... — Acalma-te! Pois então não vês que o médium é um simples porta-voz dos espíritos?
... — Esse espírito que acabou de manifestar-se é Ignácio de Loyola, teu e meu companheiro em diversas encarnações."

Luiz Thomaz encontrou seu lenitivo no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos, depois levou o Centro do Senhor Burgos para sua casa - Por Antônio Cottas

Desiludido, pois, dos tratamentos médicos que vinha fazendo,
... tratou-se e curou-se (com Augusto Messias de Burgos), mas ainda não estava satisfeito, a nostalgia permanecia embora o físico tivesse melhorado.
Com a frequência às sessões (no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos) foi vindo a luz ao seu espírito e como que despertando de um sonho, começa a compreender a vida por um outro prisma, o foro íntimo acusa-o de que ainda não havia feito nada do que precisava fazer e para o que veio encarnar; as sessões passam a ser feitas em seu prédio, portanto, mudando o Centro;

Luiz Thomaz conheceu Luiz de Mattos no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos - Por Amélia Maria de Mattos Thomaz

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A maneira como como Luiz Alves Thomaz, conheceu Luiz de Mattos, relatado por Antonio Cottas no Livro "Assim surgiu o Racionalismo Cristão", difere do que relatou a esposa de Luiz Alves Thomaz, a Senhora Amélia Maria de Mattos Thomaz, no Livro: "Como e por que se tornou racionalista?", de Bernardo Scheinkman, publicado em 1934 e reeditado para a internet em 2004, mas em ambos relatos confirmam o encontro com Luiz de Mattos no Centro Espírita de Augusto Messias de Burgos.

... Tendo liquidado a casa comercial Thomaz, Irmão & Cia, em princípios de 1909, encontrava-se bastante desanimado e abatido moralmente, pois tinha grande dedicação e zelo por essa firma. Para distrair-se um pouco, ia todas as tardes, após o jantar, para a casa de um seu amigo íntimo, Manoel João Alves.

Em uma tarde de setembro de 1909, chegando à casa desse amigo, por ele não pôde ser atendido. Luiz Thomaz perguntou-lhe qual o motivo porque não podiam palestrar naquele dia, dizendo-lhe o seu amigo:

Vou a uma sessão espírita, (na casa de Augusto Messias de Burgos) onde estou tratando minha mulher, pois os médicos nada têm conseguido, e com o tratamento espírita já vai bem melhor da paralisia”. Luiz Thomaz quis acompanhar o seu amigo, indo à sessão referida.

Lá encontrou (na casa de Augusto Messias de Burgos) o Comendador Luiz de Mattos, pessoa que até essa data não lhe era simpática. Assistiu à sessão achando muita graça no que diziam os espíritos e compreendendo pouco do que se passava: só tinha vontade de rir-se.

28 de maio, celebrando 130 anos da chegada de Luiz Alves Thomaz ao Brasil

Foi em 28 de maio de 1887, que, aos 15 anos de idade, Luiz Alves Thomaz chegou ao Brasil e nesse mesmo dia empregou-se numa casa comercial de secos e molhados;


dessa casa passou a trabalhar em outras e por último empregou-se na firma A. Coimbra Leão, estabelecida na então Rua Direita, hoje Rua XV de Novembro.


Ainda empregado nessa última casa, recebeu de seu irmão José Alves Thomaz, residente em Portugal, vinhos e alguns gêneros em consignação.

Como saiu-se bem nesse negócio, sabiamente, seu irmão lhe enviou nova remessa, portanto, foi dessa mesma forma que ao fazer algumas economias, deu partida ao seu instinto comercial, que lhe renderam crédito para em 1888, iniciar sociedade com seu irmão Manoel Alves Thomaz, na Ruz Xavier da Silveira 74, depois mudaram para à Rua José Ricardo 20, sob a razão social de Thomaz, Irmão e Cia., onde manteve esse comércio até Julho de 1908.


Assim, neste 28 de maio de 2017, estamos relembrando os 130 anos da chegada de Luiz Alves Thomaz ao Brasil. E nessa busca de informações para relembrar tal data, nos deparamos com as seguintes dúvidas.

E agora? Manoel ou Manuel? Luis ou Luiz? Tomaz ou Thomaz?

Há um bom número de evidências que se contradizem sobre o nome Thomaz, e ao pesquisar sobre a história do Concelho de Castanheira de Pera, acidentalmente encontramos a Rua Manoel Alves Tomaz em homenagem ao seu benfeitor, porém ao pesquisar a Freguesia de Moita, encontramos mais uma homenagem ao mesmo benfeitor, porém com pequenas divergências; Manoel ou Manuel e ao sobrenome Tomaz, com a letra "h" acrescida ao sobrenome do mesmo benfeitor.

Como a mesma placa na Freguesia de Moita homenageia ambos irmãos benfeitores, temos mais um nome, o que nos ajuda ainda mais à esclarecer essa pequena dúvida.

Para tentar elucidar esse mal-entendido, nos levou a buscar por eventos na história do Brasil.

Convite de aniversário dos 105 anos - Filial Santos - Racionalismo Cristão - 2017

É com grande satisfação que convidamos para os eventos a serem realizados na Filial Santos do RACIONALISMO CRISTÃO em comemoração aos 105 anos de inauguração do atual prédio da Filial. Avenida Ana Costa 67 - Vila Mathias – Santos – SP


Reunião Cívico-Espiritualista
Dia 30-6-2017
Sexta-feira 20:00hs

e no Sábado dia 01/07/2017
das 8,30 às 13:00hs
V Curso Atributos do Espírito

A Doutrina Racionalista Cristã é uma escola - Por Luiz Alves Thomaz

O ser humano precisa se conscientizar de que a Verdade está para todos.

A Doutrina é uma escola que ensina às criaturas como viver, como se desprender das coisas materiais.

Que felicidade ver a Doutrina usufruir as irradiações que são proferidas por criaturas que vêm aprender a se livrar das intempéries da vida, para evitar certos acontecimentos e viver melhor.

O espírito precisa saber de onde veio, o que está fazendo neste mundo e para onde vai.

Jornal A Razão, 100 anos de circulação

Jornal A Razão - 100 ANOS
O ideal que motivou Luiz de Mattos e Luiz Alves Thomaz a fundar o Racionalismo Cristão, em 26 de janeiro de 1910, foi o mesmo que os incentivou a publicar o jornal A Razão, a partir de 19 de dezembro de 1916.

Enquanto a doutrina racionalista cristã, como filosofia espiritualista que trata da evolução do espírito através do raciocínio e da razão, era codificada por Luiz de Mattos e começava a ser praticada nas duas primeiras casas racionalistas cristãs construídas por Luiz Alves Thomaz – a Filial-Berço, na cidade de Santos, e a Casa-Chefe do Racionalismo Cristão, na cidade do Rio de Janeiro, e hoje são 176 verdadeiras escolas espiritualistas implantadas em países das Américas, da África, da Europa e na República de Cabo Verde – os dois diletos amigos perceberam que os fundamentos filosóficos da Doutrina precisavam ser divulgados de forma mais ampla, fora dos limites geográficos das casas racionalistas cristãs já existentes, de modo a "falar à consciência dos homens e para repetir-lhes, todos os dias, que o progresso humano só reside no bem e na verdade espiritualista", nas palavras do mestre Luiz de Mattos.
Casa Berço RC - 100 Anos

Luiz José de Mattos e Luiz Alves Thomaz idealizaram um jornal que seria o porta-voz do Racionalismo Cristão, um jornal que clamaria pela moralidade dos costumes, pelo bem-estar coletivo e pela transparência no trato com os negócios e interesses do Estado, um diário que iria ao encontro dos anseios populares, dizendo ao povo o que ele precisava saber, "ora com calma, com serenidade, com frieza, ora com violência, com impiedade, com escândalo mesmo (Luiz de Mattos)", de modo a formar uma opinião pública com diretrizes espiritualistas, que consideravam papel primordial da imprensa noticiosa sadia, independente e crítica, sem filiação a qualquer partido ou grupo político.

Fundado inicialmente com a firma social denominada Sociedade Anônima A Razão e hoje registrado como Empresa Jornalística A Razão Ltda., o Jornal A Razão circulou no período de 1916 a 1921, impresso em parque gráfico adquirido por seu principal sustentáculo financeiro, Luiz Alves Thomaz, que foi presidente do novo diário do Rio de Janeiro, então capital do Brasil, tendo Luiz de Mattos como tesoureiro e Francisco Pereira, seu secretário de redação.